domingo, 30 de setembro de 2007

Mestre de obras

Se tem uma coisa que fico com medo da minha própria pessoa é quando eu coloco uma idéia na cabeça... Nada, absolutamente nada neste mundo me faz mudar de idéia. Ciente desta minha fraqueza eu tomo cuidado para não desenvover verdadeiras obsessões... Entretanto, o guarda-roupa que ficava, atenção para o verbo, ficava no quarto da Isabella há muito vinha me irritando a paciência e eu fui alimentando silenciosamente o desejo de me livrar dele... De um simples desejo foi se transformando num objetivo de vida. Eu imaginava planos, rogava pragas... Até que uma delas pegou... por uma questão muito estranha, já que não tem nenhum cano na parede onde ele ficava deu uma umidade cuja solução era botar o trombolho para fora... Ele era enorme... destes guarda-roupa embutido que vc compra o kit nas lojas de construções... Um verdadeiro horror... Ele saiu e eu entrei com o verdadeiro espírito mestre-de-obras. Comecei na sexta e só terminei hoje... Passar massa, lixar, pintar a parede, depois pintar o outro lado que seria lilás bebê... Jogar milhões de saco de lixo fora... Ou seja uma verdadeira limpeza. Pintei o quarto todo, até o teto... eu digo até o teto porque normalmente quando me dá estas loucas eu faço de conta que não preciso pintar o teto... mas desta vez não teve jeito... Ficou bom. Mas a minha mão está destruída, o meu braço e eu estou um pouco cansada... Mas ficou muito bom. Belinha está toda feliz com quarto novo, mais arejado, sem tanta tranqueira... Eu odeio tranqueira... E fico impressionada como elas brotam em toda parte... Agora a minha próxima meta é o meu quarto. Vou pintar, tirar um monte de coisas... Mas primeiro preciso me recuperar desta...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Impedimento, São Paulo, América Latina.

Antes de começar a escrever este texto quero dizer que sou palmeirense. Sempre serei. Nunca vou mudar... aconteça o que acontecer. É só para deixar claro. Bom, alguém assistiu ao jogo ontem entre o Boca e o São Paulo?? Eu assisti... gosto de futebol. Principalmente quando sei que vai ser um jogão... e foi. Apesar de achar que o São Paulo estava meio lerdo ontem... Mas mesmo assim marcou o Gol, ganhou na raça, com catiguria e vamos combinar se a zaga do São Paulo não fosse daquele jeito, o Boca teria feito a festa... Torci mesmo para o São Paulo. Porque era o Brasil na América Latina. A copa sul-americana. Eu acompanho futebol há bastante tempo e valorizar campeonatos no nosso continente é uma coisa que vem rolando de uns tempos prá cá. E o grande responsável é o São Paulo, ao ser o irritante Tetra campeão da Libertadores. Mas nada melhor do que o futebol para fazer a gente olhar para a gente. Não adianta ter uma seleção de estrangeiros que vem aqui mostrar o futebol que só os gringos conhecem em seus respectivos milionários clubes. E olha que nem sempre mostram o tal futebol arte... Gosto de campeonato entre clubes, entre clubes de outras nações... Então temos o Brasileiro, a Copa do Brasil, a Libertadores, a Copa Sul-americana, e algusn outros que não estou lembrando o nome e me recuso a procurar no google. Aliás, eu também me recuso a procurar no google a lei do impedimento... Eu sei que a regra é clara. Quando o impedimento acontece, na maioria das vezes eu percebo... Mas tem horas que putz... sei lá. Esta regra é muito chata... nem tente me explicar personalidades do futebol já tentaram, inclusive o Falcão e eu não consegui entender... Sou uma anta... Mas o bom é que não há impedimento para que a gente possa cada vez mais entender que somos um continente... Sul-americano.... latino.... no chicano. Apesar de sermos o continente dentro do continente... Que fala outra língua, que joga futebol melhor (me desculpem os hermanos, mas é verdade)... Podemos entender a importância do todo....

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

É ficção...


(culpa do Chico Buarque)

Era rídiculo.... estranhamente ridiculo. Verão no litoral norte... ou seja, muita chuva. Mas naquela noite todas as estrelas do céu resolveram aparecer e nos dar um olá... Meio que para iluminar ainda mais a nossa perplexidade. Para piorar o cenário a lua estava cheia... Linda e posso afirmar que São Jorge e seu dragão estavam lá estampados... A gente estava andando até o canto da praia... Canto da praia... só nós dois. Não tinha rolado ainda um beijo e o silêncio era a única coisa real que senti ali... Fora isto, o mar espumava e era possível ver brilhos das mais variadas cores. Não conversavamos, a gente não podia fazer isto... coisas complexas demais em nós dois. Era melhro cantar... Chico Buarque, este rídiculo. Numa noite rídicula, que terminou no alto do clichês do amor: um beijo na beira da praia. As bocas se encontraram no mesmo instante em que a onda bateu na nossa perna... Ou a onda bateu e aí a gente se beijou... não sei dizer. Mas pessoas como nós não vivem assim. Se encontram em baladas pesadas, em noites que terminam na cama de algum lugar maluco. Não se sabe o sobrenome, não se pergunta nada e a única dúvida é se devemos usar duas camisinhas... É triste eu sei. Por isto o susto, por isto o choque ao ver acontecer ali, do nada, naturalmente, como um encontro... calmo, sereno, sob a luz da lua, perto do brilho do mar... e o pior de tudo cheio de amor, ternura e Chico Buarque...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O Haver - Vinicius de Moraes

(São Paulo amanheu com cara de São Paulo: cinza, com garoa... finalmente um dia assim, nesta longa seca. Tô com preguiça de escrever....devo ser sincera, por isto pedi ajuda a quem entende do assunto. Um poeminha do poetinha para começar bem a semana... )

O Haver - Vinicius de Moraes
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo-
Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã
dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

"Caminhoneiros" na mostra de SP



Então... finalmente saiu o DVD do documentário!! Este é um trabalho do qual tenho muito carinho, por vários motivos... Não só pelo resultado, mas também por todo o processo de gravação.... Foram alguns dias na estrada, rodando, rodando, conhecendo pessoas, vendo um Brasil.... E como disse a Janaina: Tá no rolo (expressão cinematográfica para dizer que foi para conta, tá na fita... ) E para quem faz cinema no Brasil sabe como é difícil "colocar no rolo". Graças ao Rodrigo, que mesmo me achando maluca confiou em mim e a Janaína que também botou muita fé... Tem que agradecer. A todos, Daniel (como o Juarez falou mais que um produtor quase um Magaiwer), ao Mariano e Pablito, Diana...
Agora a grande notícia é que o documentário foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de SP!!! Dá para acreditar??? Pois é... eu to acreditando... muito. Vai passar na tela grande... Então, vamos ao cinema?? Realmente, só tenho que agradecer.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Vergonha nacional - Faça o teste

Faça o teste e depois me conte: vá até o Google e digite entre aspas "vergonha nacional". Depois coloque sites em português e depois clique em estou com sorte. Vc vai ver o que vai acontecer... Muito bom... muito bom mesmo.... E isto só aconteceu graças a um movimento feito pelos blogueiros brasileiros.... Sensacional!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Martini Bianco (George Clooney)

George Clooney Martini Commercial 2007

George Clooney - Martini Commercial

Há muito tempo atrás...

Eu e Claudinha nos conhecemos a bastante tempo... sei lá quantos... A gente se conheceu na faculdade... eu não sei direito como, só sei que desde então somos amigas.... A gente jogava truco, trabalhava juntas e dava uns vexames juntos também... Alguns ficaram memoráveis... Mas a gente tinha um outro costume: sair para beber Martini... Eu adoro Martini... Clau também... nós não temos noção... então já dá para imaginar... A última vez que me lembro de uma destas saídas fomos parar no extinido BrancaLeone, na Vila e depois de enchermos a cara dançamos a noite toda numa festa estranha com gente esquisita... Era aniversário de alguém e nós duas viramos convidadas... Foi engraçado... Não sei se alguém já viu mas vou postar aqui a nova campanha do Martini com o George Clooney... É bem legal... Finalmente um comercial de bebida legal... Aliás a campanha toda é muito boa... e o slogan é ótimo: No Martini, no party... Eh... conversa de bêbado...

Quero meu voto de volta!!!

Pelo código de defesa do consumidor se vc compra uma coisa com defeito ou que não lhe agradou, vc tem o direito de trocar por um outro produto ou então receber o seu dinheiro de volta. Eu proponho a mesma coisa com o nosso voto. Eu votei no Mercadante... Qual não foi a minha supresa ontem ao saber que graças ao seu dedicado trabalho, o Renan conseguiu ser absolvido.... Numa reunião secreta, sem gravação, fechado ao público, a democracia, ao povo... O único registro da palhaçada de ontem está numa ata que foi lacrada num envelope e só poderá ser aberta daqui a 20 anos... Dá para acreditar numa coisas dessas??? Eu não consigo lembrar o nome do senador que disse que absolvição do Renan foi um exercício de cidadania... Ele deu entrevista na CBN... Ele disse que com este gesto o Senado demonstrou o que realmente é, independente, seguro e honesto... Achei que fosse piada, mas o cara estava falando sério. Disse ainda que a indignação das pessoas pela internet não representavam o sentimento da população e sim de uma pequena minoria... É um bando de ladrão juntos, legislando em seu próprio benefício e defendendo o chefe da quadrilha com medo de que ele revele os podres que nós já estamos cansados de saber. Ou é propina, ou é superfaturamento, ou é favor, ou é presente, ou é puta, ou é droga, arma, bebida... Poderíamos chamar todos os Senadores de "mercadores da morte"... Eles estã lá na verdade negociando em benefício próprio enquanto o país afunda na lama... Eu quero o meu voto de volta. Já pensou?? Vc entra com uma representação e pede o voto de volta. Se todo mundo fizer isto, a própria população que elegeu o desgraçado para ele nos roubar, seríamos os responsáveis por tirar o fdp de lá... Não seria o máximo?? Não seria nada secreto, muito pelo contrário, aberto, claro... para todo mundo saber... E aí sim a população teria o poder, porque se o fdp fizer qualquer coisa que lhe desagrade, vc vai lá e pede o seu voto de volta... Portanto eu quero o meu voto de volta... Não quero participar desta pouca vergonha, deste mercado de pilantras!!! Lanço o movimento "Quero o meu voto de volta"!!! Se o Senado não cassa a população pode fazer a sua parte. Comecem a campanha, mande para seus amigos, familiares, para a lua!!! Vamos pedir o nosso voto de volta e cassar este bando de ladrão!!! Quero o meu voto de volta, quero o meu voto de volta!!! Chega de ser refém de ladrão!!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

É amanhã!!

Hoje a coluna do Arnaldo Jabor no Estadão lembra que é amanhã que a cassação do Renan Calheiros vai ser votada... É amanhã que o senado não vai colocar no dicionário um novo sinônimo para a palavra ladrão... Vc quer falar ladrão mas pode usar o termo senador... mas se o Renan for cassado... isto não vai acontecer... Estou aí na torcida... Espero sinceramente que as coisas mudem... Eu torço por isto e acho mesmo que o Brasil já não é mais o mesmo... Antes isto nem chegava a ser noticiado... Temos que acabar com a política do toma-lá-dá-cá!!!

Cheguei lá!!!


Depois de muito tentar eu finalmente cheguei lá!!! Sim.... eu consegui chegar até a ponte da Casa Verde e não fiz trapaças... Eu andei da minha casa até lá o que dá mais ou menos uns seis quilômetros... Foi muito bom para mim.. Tirei a foto porque não encontrei nenhuma "amiga" para falar oi com a cara vermelha... Agora vou levar a sério... duas vezes por semana eu chego lá... Foi muito bom para mim... e espero que para a minha bunda tb... gostaria muito que ela diminuisse de tamanho... É o projeto verão 2008 em pleno andamento!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Feriado...

Depois de dirigir quase 16 horas em um único final de semana eu achei melhor ficar em Sampa e curtir o feriado por aqui mesmo... Foi ótimo, dormi muito, fui ao shopping, assisti filme, descansei... Mas uma coisa me chamou a atenção, aquela história de que no feriado São Paulo fica vazia não é mais verdade... os paulistanos saem e os turistas chegam... É verdade. Acredite ou não esta cidade, feia, cinza, desorganizada e incrivelmente maluca é ponto turístico mundial... Tamo na crista da onda... Segundo pesquisa realizada, 98 por cento das pessoas que visitam a cidade adoram e querem voltar... Dizem ainda que o paulistano é muito educado... Há algo de podre no reino da Dinamarca... Bom, eu falo mal mas me pergunta se eu saio daqui??? rsrs. Aqui é aquele lugar onde se come bem, compra-se de tudo a preços bem baratos ou muito caros, tem teatro cinema, baladas para todos os gostos... É se eu fosse turista tb ia gostar...ehehe. Aí no sábado eu vivi a minha última experiência gastronômica antes de iniciar o projeto verão 2008 onde só vou me alimentar de luz... Mafê reuniu os amigos queridos para a sua famosa Paella... e esta estava sensacional... foi muito legal. Demos muita risada... Adorei momento Los Hermanos e momento Boate Azul... Fiquei com pena do Itunes da Fê...eheh Ele foi atacado de diversas formas... com várias músicas entrando e saindo... E em homenagem ao Bunitão... vou postar o supra sumo da poesia brasieleira, a letra que diz tudo e não precisa dizer mais nada... A letra da música que inspirou a Paella "Boate Azul"de Mato Grosso e Mathias... Vou gravar para a Rosana o cd "Bebo, canto e choro"...
Boate Azul - Mato Grosso e Mathias
Doente de amor procurei remédio na vida noturna
Como uma flor da noite em uma bote aqui na zona sul
A dor do amor é com outro amor que a gente cura
Vim curar a dor deste mal de amor na boate azul
E quando a noite vai se agonizando no clarão da aurora
Os integrantes da vida noturna se foram dormir
E a dama da noite que estava comigo também foi embora
Fecharam-se as portas sozinho de novo tive que sair
Sair de que jeito, se nem sei o rumo para onde vou
Muito vagamente me lembro que estou
Em uma boate aqui na zona sul
Eu bebi demais e não consigo me lembrar se quer
Qual é o nome daquela mulher, a flor da noite da boate azul

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Toni Platão - Negro Amor



A música "Impossível acreditar que perdi você" é tema da novela "Paraíso Tropical" e por isto está bombando na rádio... É impossível não prestar atenção na voz de Toni Platão... É marcante, dizem que quase uma coisa operesca... Pode ser... É uma voz sofrida... ou eu acho assim porque o cd Negro Amor, seu mais novo lançamento é para ouvir enquanto você corta os pulsos... Isto não quer dizer que é ruim... muito pelo contrário... Vi uma entrevista sua com a Marília Gabriela e ele disse que estas coisas do amor cantado estavam tudo muito bonito... todo mundo feliz, dando pulos alegres e saltintantes e a gente sabe que não é assim... Não mesmo... por isto o título Negro Amor. Canção de Bob Dylan, com versão de Péricles Calvacanti e Caetano Veloso que virou hit na voz de Gal Costa. A capa aí ao lado é o espírito do Cd... Vc com um cigarro na mão, olhando pela janela e pensando... Deixando o pensamento ir onde só você sabe... Aquele lugar que a gente tem lá dentro onde ficam as feridas, as lembranças, muitas lágrimas, tristezas, saudades, beijos de adeus, fotografias rasgadas, caixas fechadas, bebedeiras sem fim... Os compositores de Negro Amor são na sua grande maioria malditos... Estão lá Angela Roro, Antônio Marcos, Thiago Godim, Paulo Ricardo, Roger, Arnado Baptista, Sergio Dias.... A música que abre o CD parece piada.... é Mares de Espanha de Angela Roro... bom, no coments about this... Ele é a cara da Cássia Eller... a cara e diz que isto é muito bom, assim ninguém vai esquecer dela... Na mesma entrevista ele disse uma coisa muito legal: dizem que o brasileiro é um povo que nunca desiste... Ele diz que não é verdade... O povo brasileiro não tem memória então por isto ele nem sabe que está lutando... simplesmente não sabe que não desistiu porque esquece fácil demais... Vale a pena conhecer. Dizem que é rock eu coloquei na pasta de MPB... orna mais. Atenção para cínica Mammy Blue... aquela mesma que tocava no Loves Songs...ehehe... Bonito CD... bombando nas minhas paradas de sucesso do momento.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Instituto

roubado do blog da Ana, muito legal...o vídeo e o blog também...ehehe) "História real: o artista plástico Alexandre Orion estava passando pelo túnel da Cidade Jardim, em São Paulo , quando percebeu que o escuro da parede não era tinta, era fuligem. Com um pano, começou a desenhar um ossário pelo túnel, na linguagem urbana de seus trabalhos. A polícia apareceu, "enquadrou", ele explicou que não estava pixando, estava limpando. Não teve jeito, o trabalho foi lavado pelos garis. A produtora Big Bonsai registrou tudo e “Ossário”, música do Instituto, embala a coisa toda. Com lançamento previsto pra 2008, o próximo álbum do Instituto está no meio do processo de produção."

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Apostando corrida com os velhinhos

Como disse a minha prima Kate, eu voltei da peireirada... É um jeito carinhoso de dizer quando a família Pereira, grande e barulhenta se reúne... E isto sempre acontece em festas... O povo que gosta de uma festa.... Desta vez foi o casamento da minha prima... Tivemos direito até ônibus de excurssão... foi divertídissimo e como piada interna, sei que poucos vão entender e eu também não vou explicar muito: Tio Dimas foi a diversão da noite....eheheh. Comi, comi, comi... muito. Aliás eu não sei o que acontece comigo, todas as vezes que vou para Mar de Espanha eu só penso em comida... A Gracinha estava inspirada... Daquele jeito: ai não tem nada para comer, só um bolo, um pudim de pão, esta rosca, ah tem pão também, vou fazer café, tem suco... Não tem frios, mas tem queijo e requeijão... quase nada... É punk manter a forma. Por isto eu resolvei começar o meu projeto verão 2008. E voltei a andar na Braz Leme... Eu tenho que controlar a minha ansiedade de alcançar os velhinhos em boa forma de Santana: Filha, você é igual ao meu filho.... quase quarenta anos e não aguenta nada. Quase me joguei na avenida. Filha, respira... Tá tudo bem? Por que vc está tão vermelha?? Oras porque eu tô com o pulmão saindo pela boca, porque eu não tenho quase quarenta anos, mas eu sou fumante, bebo e como um monte de lipídeos coisa que a senhora não faz... Filha, come esta mação desidratada, vai lhe fazer bem... Eu quase bati nas duas senhoras simpáticas que eu conheço da padaria e agora são as minhas companheiras de caminhada.... O punk é que elas conseguem chegar até onde eu nunca fui... a ponte da Casa Verde... Não consegui... eu paro no meio do caminho... porque não é só pensar em ir até a ponte, vc tem voltar... e depois subir a Voluntários... Eu tô pensando em fazer assim, ir de carro até a ponte. Pegar um ônibus até o começo da Braz Leme e depois ir andando novamente até meu carro... Vai ser o máximo passar por elas e dizer que vou até o fim... É trapaça??? Tudo bem... não vou fazer isto é muito mico... vou tentar aumentar a minha resistência.... E aí então parar de fumar...