sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tem um silêncio comigo...

O grande problema dos amores platônicos é que eles são profundos silêncios. É o instante em que a sua respiração para diante da pessoa amada e não pode ir além do bom comportamento e da contenção. Nem adianta falar sobre ser mais ousado, arricar... O tipo de platonismo que falo é do tipo fato. Não é uma suposição... É triste.
Você não tem com quem dividir isto. Nem com vc mesmo. Além do sentimento ardente de realizar, que vem dos detalhes como a mão, a boca, o cabelo, o jeito de falar e ser, enfim todos os ingredientes desta coisa chamada amor, existe também o desejo mais do que ardente de esquecer isto. De fazer de conta que não é nada. E é assim que os silêncios vão se aculumando no seu pensamento e principalmente no seu coração... Como uma questão de sobrevivência você passa a preencher este vazio com que lhe resta: a música. E existe música para caralho (desculpe) o palavrão. Assim de estilo em estilo, com fone de ouvido, para ninguém nem sonhar com o que você está ouvindo, você vai criando sonhos na sua cabeça. Imaginando a oportunidade em que tudo poderia acontecer. E vc traça planos, argumentos e no fim deste longo pensamento, quase um devanio, a realidade lhe chama. O fim não vem... nem na sua cabeça. Em outros momentos vivi isto e resolvi arquitetar a situação para que ela acontecesse. Foram as piores coisas da minha vida... Não quero mais fazer isto. Por mais que doa, por mais que sinta saudade deste veneno-cor-rosa, vou apostar desta vez... no acaso... senão for, não foi, se foi... o que será? Porque também corre-se do amor platônico se realizar e você perceber que ele é mais bonito na ficção... Ou seja, quem vem primeiro o ovo ou a galinha?? Não sei responder... nunca saberemos... se vale realizar ou contar com o alinhamento dos planetas em favor de um sentimento que independente de qualquer coisa, iluminou meu coração...