segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ainda existe...


((fui eu que tirei esta foto... ainda existem lugares onde pasmesm é permitido fumar...)


domingo, 27 de setembro de 2009

As crianças

Hoje é dia de São Cosme, Damião e Doum. Que protegem as crianças e todos os Erês, a entidades crianças que nos fazem ver como é bom comer doce, como é bom ser doce, como é bom ser alegre.
Sei que criança aprende... aliás é a única coisa que criança faz... e leva o que aprende para o resto da sua vida... Aprende a brincar, a ser feliz, a sentir e a pensar... Como é inocente e sabe pouco, o que vem com amor é uma festa... é recebido com muita alegria, com um sorriso farto, um beijo estalado... a graça boba da vida.
Na criança está no nosso principio... que deveria ser livre, leve e solto.
Na criança tá o quanto é bom brincar.
O quanto é bonito o desenho...
Sorvete, colorido, lápis de cor, brinquedo...
As crianças são os reis do mundo onde tudo é bolinha de sabão, alegria, esperança e sonho...
É molecagem, o sorriso... o falar besteira...
Criança é capaz de criar saci. Eu também.
Salve o Negrinho do Pastoreiro.
Salve todos os Erês.
Salve São Cosme, Damião e Doum!!!! Que o mundo desta alegria entre na sua vida e sempre.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dúvida cruel


Já assisti a Casablanca muitas vezes, não sei dizer ao certo quantas... e até hoje nunca consegui responder a pergunta feita em Harry e Sally se era melhor ficar com Victor Laslo ou com Ricky. Algumas vezes já decidi que ficar com o Ricky... e viver uma vida de aventuras em Casablanca. Homens como Ricky nasceram com o gene dos homens mágicos... São confusos, atormentados, com vidas complicadas, passados esquisitos e mesmo assim sorriem com o cigarro na boca, fazem uma piada sem graça a cada instante, tudo isto enquanto distribuem beijos apaixonantes... Sabem das boas coisas da vida e um champanhe é sempre perfeito. Não existe futuro... Com Ricky é sempre um eterno presente. Apaixonante... coberto com lençóis de seda.... Realmente é assustador... é preciso querer muita liberdade e confiar muito no sorte para arriscar a alma neste amor imenso...Por ser covarde, então concordo com Isla e acho que ela deve seguir com Victor Laslo... ser a primeira dama da Tchecoslováquia. Isto tem futuro... um futuro brilhante... seguro... Afinal de contas Victor Laslo é bem limpinho... Já cheguei admitir que pudesse amá-lo de verdade. Admirar a sua causa e esquecer a possibilidade de viver um amor ardente... Então Victor Laslo é o homem do comercial de margarina... O projeto, a construção. Deixar o champanhe, os poemas, “as time goes by”, beijos apaixonantes e lavar cuecas, basicamente... que crueldade. O bom seria ter os dois... Ontem vi Casablanca e decidi ficar com o Ricky desta vez...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nosso último rolo, o filme


O filme Kodachrome foi inventado pela Kodak em 1935, mas a partir do próximo dia 31 de dezembro não será mais possível fotografar em Kodachrome. O filme deixará de ser produzido e seu complexo sistema de revelação também não estará mais disponível.
O Kodachrome surgiu como o primeiro filme comercial a cores e a sua extinção é também a extinção de um produto cultural, que registrou a história da humanidade nos últimos anos.
Nos Estados Unidos, as tradicionais apresentações em slides das festas e principais eventos familiares eram realizados em Kodachrome.
O filme serviu de inspiração para Paul Simon numa de suas músicas mais conhecida.
A National Geografic virou referência ao mostrar para o mundo como eram as cores ao serem fotografadas em Kodachrome.
O filme determinou uma geração de fotógrafos em todo o mundo, inclusive no Brasil, que precisou alcançar uma excelência técnica para explorar ao máximo as possibilidades do filme e o seu conceito de cor.
Imagens registradas em Kodachrome poderão ser vistas daqui a muitos anos. Sua durabilidade ultrapassa cem anos. É considerado um dos melhores filmes de todos os tempos graças às suas qualidades de reprodução de cor e arquivamento.
Na era digital para ver uma imagem você precisa ligar um computador, plugar um pen drive, acionar uma máquina, mandar imprimir. Com o Kodachrome basta levantar o slide contra a luz.
O fim do Kodachrome levanta uma série de pensamentos que passam pelo avanço do digital, o papel do fotógrafo neste novo cenário, a eterna briga entre o avanço tecnológico e a extinção de produtos e processos e como tudo isto vai influenciar as gerações futuras.
Como será a fotografia daqui para frente é um tema para muitas especulações, como ela já foi e determinou uma época é possível traduzir através de todo o universo criado em torno do Kodachrome. Este é o tema do documentário que ajudei a produzir ontem... Temos um filme, um filme histórico, um filme bonito... O bom de fazer trabalhos artísticos... é que a liberdade de criação e as fronteiras das possíbilidades são infinitas... foi um dos melhores domingos da minha vida... Quase 30 fotógrafos num mesmo dia com o único objetivo de gastar o seu último rolo de kodachrome da maneira que achasse melhor... Pessoas como Dimitri Lee, Fausto Chermont, Penna Prearo, Angelo Patorello, Cássio Vasconcelos, Ferannda Sá, Daniel Klajmic, Tony Freder, Hilton Ribeiro, Thales Trigo, Armando Prado, Eduardo Mulayert, Ricardo Van Steen, Iatã Canabrava, de Parati, Gal Oppido, de Paris, Roberto Linsker de Porto Alegre e Ze di Boni da Itália... Realmente foi um privilégio... Não vejo a hora da saber da revelação das fotos e de ver o filme pronto. Simplesmente sensacional!!!!!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caminhando

Neste fim de semana participei de mais uma caminhada. Desta vez foram 24 quilômetros... Toda vez que começo e ponho o pé na trilha me encho de empolgação... o meu coração bate mais forte. Fico realmente feliz... Estava tão ansiosa que quase não consegui dormir no dia anterior e perdi o horário no dia seguinte de manhã... o que me fez ser a pessoa mais famosa do grupo.... uma puta vergonha... mas tudo bem, foi bom para eu aprender... nunca mais coloco o sneeze do despertador...
Aí no meio da trilha... depois de uns dez quilômetros... você começa a se perguntar o que está fazendo ali... a sede, o cansaço, o peso da mochila, a dor no pé, na perna.... fazem vc rebaixar os pensamentos.... Mas depois tudo isto fica pequeno... porque o que importa mesmo é terminar o caminho, conhecer pessoas sempre legais, escutar o silêncio, conviver com a natureza, apenas observar a paisagem... A sensação de concluir de chegar é muito boa... e vc vai percebendo que precisou ser paciente, entender a sua velocidade, perceber onde está a sombra, o que machuca e esvaziar a cabeça... Um tempo em que o telefone não toca, o tempo para e vc simplesmente entra num momento sem volta... onde só é preciso ir para frente. Agradeço muito de ter começado a fazer isto... não vou mais parar... pretendo andar muito por aí ainda... vamos ver.. estou procurando novas trilhas... em todos os sentidos...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filosofia do exército sueco

((Irmão da Adriana que mora na Suécia mandou esta pérola))

"Você pode 10 vezes mais do que você acha. Você pode cem vezes mais do que os seus amigos pensam. E você pode mil vezes mais do que a sua mãe acha."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Viajante pelo Mar sem Fim...

"Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".
"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir."
"O mar não é um obstáculo: é um caminho".
"Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer."

Mar sem Fim - Amyr Klink