sábado, 2 de abril de 2011

Apenas um encontro

(da série: é ficção) Um destes finais de semana besta que a acontece na sua vida e que você de verdade não programou nada. Não tem muitas perspectivas e sei lá porque uma amiga do nada te liga convidando para um jantar na casa não sei de quem, para comemorar um aniversário. Bom... apesar da vontade de ficar em casa, na zona de conforto onde nada muito exitante acontece além das telas da televisão, é grande... mas vamos fazer um esforço. E aí meio que sem querer você se arruma, passa maquiagem, um pouco de batom e esquece do perfume... tudo bem. Ai no meio de tanta gente que vc nunca viu uma é diferente. Não só pela beleza. Mas pelo olhar profundo, um tanto cansado, daquele tipo que vc tem quando acha que as suas piores lutas chegaram ao fim... e os momentos agora são de paz. E aí entre taças de vinho e risadas e bobagens e uma lua linda, vc simplesmente conversa. Muito tempo. Sobre coisas apenas suas... alguns segredos, alguns mistérios revelados. E aí nasce dentro de si uma pequena chama, que apesar de ter brotado de uma noite apenas, de uma única conversa de um único momento parece que a cada dia esta chama esquisita fica lá... as vezes cresce para depois abrandada por tantas considerações e "e se"... antes já foi assim e a tal chama apagou sozinha. Agora... parece que teima em ficar acesa. Em achar que aquele tipo de conversa, aquela risada, daquele jeito, com aquelas esperança não é algo que se encontre por aí... estranho é que a noite terminou sem muitas promessas, sem telefone, apenas com um adeus... foi... e o que ficou do pequeno momento do rearanjo do universo? Uma saudade esquisita, de algo que não foi... e uma ansiedade louca e gritante para que a os astro se unam para uma outra vez...