terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ainda aqui

Não escrevo quase neste blog... o que já sabemos é um abandono virtual, mas contra o qual não posso fazer nada. Num mundo de cento e poucos caracteres parece que fica estranho escrever longos textos... e pior parece que você não pensa mais em logos textos e sim em pequenas frases. Haikais cotidianos, que vão pincelando aqui e ali o resumo dos seus dias e também dos seus amigos... A vida virtual, desde quando mantenho este blog mudou na velocidade da luz e sabe Deus para que lado ela vai... A cada novo dia o jeito de usar a internet se altera... e agora estamos esperando o que virá depois do Facebook... enquanto isto, aqui na sala de justiça, o que tenho para dizer em minha defesa é que tenho apego a este pequeno ponto de bit (pleonasmo??) virtual... é o meu pedaço de terra... não quero abandoná-lo. Descarto os ensinamentos budistas e dos mais elevados espirituais, que se não está sendo usado devemos jogar fora... não vou. Gosto de saber que tem um lugar no mundo que de verdade quem manda sou eu... Escrevo o que quero, do jeito que quero sem nenhum briefing... mas e aí o que fazer com tanta liberdade?? Nada né... a falta de tempo, costume, incentivo, assunto, disposição, disciplina, uma leve suspeita de distúrbio de atenção, faz as coisas serem como elas são... Mas algumas tradições são sagradas como a alteração de layout que faço no fim de todo ano... mudei... simplesmente a cor do blog para verde... porque em 2013 espero um ano mais verde para mim... e para todos. Não vou ser egoísta... Verde é esperança, é prosperidade, é natureza, é alegria é disposição é a vontade de construir um nova vida... é isto que espero alcançar. Em 2012 vi poucos filmes, quase não fui ao teatro, li muitos livros, escutei muita música, visitei algumas exposições, não sai muito, e fui nos restaurantes de sempre... poderia ter registrado estas impressões aqui, como sempre fiz. Ficou lá no facebook.... Não espere promessa vãs... não farei. Vou escrever... quando der. Feliz 2013

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não é preciso despertador em São Paulo

São Paulo sempre foi uma cidade de crescimento e mudanças. Faz parte da sua essência. Isto não quer dizer que estas coisas aconteçam de maneira pensada ou respeitando o mínimo do bom gosto e de algumas leis do urbanismo. É uma cidade desordenada que cresce para todos os lados, sem controle. A exploração imobiliária está destruindo o pouco que a cidade tinha da sua história. O meu bairro por exemplo, um bairro tradicional da  zona norte de São Paulo, está virando um canteiro de obras. Antigas casas dão lugar a imensos condomínios onde o futuro está escrito em números: quatro salas, quatro quartos, quatro banheiros, trezentas vagas de garagens, não sei quanto de área útil. O que antes era um pacato bairro residencial, agora é um estacionamento de caminhões betoneiras que funcionam das sete da manhã em ponto até as cinco da tarde. Mesmo porque se passar desta hora começa a gritaria nas janelas mandando a obra parar, avisando que vão chamar a polícia... Cinco da tarde é o mínimo da tolerância que as pessoas aguentam do barulho que virou a trilha sonora desta cidade, onde todos vivem de fones. Olhe a sua volta.... andando, no metro, no almoço... todo mundo vive de fone, no seu próprio mundo, fugindo dos barulhos que vão nos buscar onde quer que a gente esteja... Eu não uso mais despertador já que em volta do meu prédio pelo menos cinco outros condomínios estão sendo construídos a todo vapor. E isto não é um privilégio de Santa Terezinha... não... em todos os lugares, em todos os bairros, em todas as zonas o horizonte de São Paulo vai sendo roubado aos poucos por este crescimento desordenado... Sinto muita tristeza de ver minha cidade assim... E mais ainda de saber que onde está uma construção que não deveria é porque alguém ganhou uma grana, pagou uma propina, falou com um vereador, conhece alguém na prefeitura... e assim vamos construindo um futuro confuso. Um futuro de histórias derrubadas... cuja lembrança que vai ficar é um barulho ensurdecedor que nos tira o sono, a tranquilidade, a paisagem, que principalmente deixa ainda mais difícil a ideia de morar aqui... 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tem um silêncio comigo...

O grande problema dos amores platônicos é que eles são profundos silêncios. É o instante em que a sua respiração para diante da pessoa amada e não pode ir além do bom comportamento e da contenção. Nem adianta falar sobre ser mais ousado, arricar... O tipo de platonismo que falo é do tipo fato. Não é uma suposição... É triste.
Você não tem com quem dividir isto. Nem com vc mesmo. Além do sentimento ardente de realizar, que vem dos detalhes como a mão, a boca, o cabelo, o jeito de falar e ser, enfim todos os ingredientes desta coisa chamada amor, existe também o desejo mais do que ardente de esquecer isto. De fazer de conta que não é nada. E é assim que os silêncios vão se aculumando no seu pensamento e principalmente no seu coração... Como uma questão de sobrevivência você passa a preencher este vazio com que lhe resta: a música. E existe música para caralho (desculpe) o palavrão. Assim de estilo em estilo, com fone de ouvido, para ninguém nem sonhar com o que você está ouvindo, você vai criando sonhos na sua cabeça. Imaginando a oportunidade em que tudo poderia acontecer. E vc traça planos, argumentos e no fim deste longo pensamento, quase um devanio, a realidade lhe chama. O fim não vem... nem na sua cabeça. Em outros momentos vivi isto e resolvi arquitetar a situação para que ela acontecesse. Foram as piores coisas da minha vida... Não quero mais fazer isto. Por mais que doa, por mais que sinta saudade deste veneno-cor-rosa, vou apostar desta vez... no acaso... senão for, não foi, se foi... o que será? Porque também corre-se do amor platônico se realizar e você perceber que ele é mais bonito na ficção... Ou seja, quem vem primeiro o ovo ou a galinha?? Não sei responder... nunca saberemos... se vale realizar ou contar com o alinhamento dos planetas em favor de um sentimento que independente de qualquer coisa, iluminou meu coração...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Puff... se foi

No fim do ano fui surpreendida pela notícia da morte do jornalista Daniel Pizza. Eu fiquei bem triste. Ele morreu aos 41 anos, jovem e com muita coisa pra fazer. Morreu de um AVC. Vai saber se esta era a hora dele ou não. Esta resposta a gente nunca terá. Mas estas saídas repentinas deixam na gente aquela sensação de a qualquer momento pode ser você. E aí? O que falta ainda pra fazer? Daniel publicou 17 livros, escrevia no Estadão, falava no rádio... Pensando que o Ruy Castro lançou o seu primeiro livro aos 41 e o Woody Allen começou as 37 anos... assim como tantas outras pessoas, ele estava só começando. É difícil deixar de pensar nisto. No que mais poderia vir pela frente que foi abrevidado pela certeza constante da vida, que é a morte? Este clichê perverso que está sempre ao nosso lado, mesmo que a gente ache que este dia vai demorar a chegar... Assim toda a preocupação, toda a tristeza, toda a agonia, e ansiedade e depressão, e raiva e magooa... todas estas coisas também vão embora com a gente na hora da morte. Viram pó... da mesma forma. Perdem o sentido, a importância... Então pra quê né?? Vai saber... o que a gente ainda não aprendeu.  Não tenho medo da morte, mas ela mexe comigo... Ela no sentido a entidade... sim porque a morte é uma entidade. Um ser que nunca vamos desvendar. Nossa maior certeza e também mistério. Que independente de vc ser rico, pobre, digno, ladrão ela vai te encontrar... Num instante... puff já era... já foi. Então o que nos resta fazer é seguir...e torcer para que a hora do encontro seja menos doída, no tempo... que fique a certeza de uma boa vida... que a lápide e o obtuário sejam a confirmação de uma vida feliz. Mesmo sem saber é preciso fazer a nossa parte...

A tradicional mudança

Todo ano, faça chuva ou faça sol, eu mudo a cara do blog... pus aí uns passarinhos... Gostei da simplicidade. Queria tirar estes anúncios do blog... mas me parece que se eu fizer isto serei atacada cibernéticamente e minha vida virtual corre o risco de sumir... Eu também não sei fazer isto. Já tentei... me falaram para mudar de endereço. Eh... putz dá um trampo fazer isto sabia... Aliás dá um trampo ter o blog... Sei que vc vai dizer que não escrevo nada aqui nunca... eh verdade. Não queria tocar neste assunto velho de novo... mas fazer o quê? Se serve de consolo é como carregar uma terrível culpa... vc sabe que deveria entrar... fazer qualquer coisa... mas deixa pra lá... conheço um monte de gente que é assim formamos os expatriados da blogosfera... Aqueles cidadãos que um dia serviram a esta terra distante e agora preferiram ir cantar em outra freguesia, como o Facebook... Mas a mudança de começo de ano não deixo passar. Gosto de pensar que sou um ponto perdido na nuvem internética. E isto eh verdade... vc consegue ver quantas pessoas entraram no seu blog e o que estavam procurando. O hit número um do meu blog é um post de 2008, ou sei lá quando não vou procurar em que falo sobre o filme "Talvez algum dia" um hit master plus da sessão da tarde nos anos 80... Então eh isto aí... Vou ficar por aqui... de vez em quando venho aqui neste país, na blogosfera. Aliás eu pensei nisto porque vi estes dias umas pessoas nos EStados Unidos que querem fundar um país no meio do mar. Eu achei isto incrível. Realmente uma nova época. Quando li isto pensei no rumo que a vida humana está tomando. 2012 é o ano que dizem o mundo vai acabar... Sabe, tenho a mais absoluta certeza que não. Mas tenho certeza que este mundo como conhecemos não vai exitir mais. Viveremos mudanças de paradigmas, de dogmas, de conhecimentos. Vamos construir novos paises, no mar... Que sociedade será esta? Talvez sem tantas diferenças e ostentações, mais simplicidade... Torço para que todas estas mudanças aconteçam  com paz, amor, alegria e saúde. Eh isto que desejo para 2012! Mesmo sabendo que isto é muito difícil... mas não consigo perder a esperança. Aliás a esperança e a fé. Uma sem a outra não adianta nada. São duas palavras irmãs.