terça-feira, 31 de julho de 2007

O fim de uma era...

O cinema perdeu dois grandes nomes nos últimos dias. Como se Deus resolvesse que a Terra teria que se virar sem eles, levou o sueco Ingmar Begman e o italiano Michelangelo Antonionni. Eles representam um selo na sétima arte. Um jeito único de fazer cinema, de contar uma história... O que eu mais admirava era Bergman... ainda tenho comigo a sensação de sofrimento e admiração na primeira vez que vi Fanny e Alexander... Com certeza este é um dos filmes que marcou a minha vida. Assim como o Sétimo Selo, que além de ser um dos melhores roteiros já concebidos também é uma lição de vida. O famoso jogo de xadrez contra a morte. A Flauta Mágica é um sonho... um convite a um novo mundo. Tenho um livro que amo que são os argumentos dos filme de Bergman comentados por ele... Nem preciso dizer que só deixo alguém ver este livro se eu mesma ficar segurando e a única possibilidade de emprestar para alguém é levar como garantira de devolução um dedo ou um pedaço da orelha. Antonionni é assim difícil de contestar... Blow up é um filme que além de ter marcado a história do cinema, marcou tb uma geração. Os anos 60 não seriam a mesma coisa sem o filme do último beijo... Sem o parque, sem aquela dança... Assisti o filme com o Pollari me explicando cena por cena... Não sei se gosto... as vezes acho lento. O conto do Julio Cotarzar em que se baseia o filme é muito bonito. Bergman foi um homem que viveu muitas humilhações e superar isto estava em toda a sua obra... Além é claro de um conceito de arte e estética que poucos adquiriram na vida. Para ele a arte estava ligada à ética. Uma não vivia sem a outra. Fanny e Alexander foi seu último filme... depois ele se isolou numa ilha onde morreu... Mas escreveu para televisão, peças de teatro e livros... Teve nove filhos de cinco casamentos. O que mais me deixa triste é: nunca mais Bergman... O livro que falei tem a seguinte epigrafe: "minha peça começa com o ator que desce à platéia, estrangula o crítico e, de um livrinho preto, lê todas as humilhações que sofreu e de que tomou nota. Depoios vomita sobre o público. Em seguida, afasta-se e dá um tiro na cabeça." Terminou um tempo...

domingo, 29 de julho de 2007

O que serve para a poesia

(mais Manoel de Barros... o poeta)
Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. O homem que possui um pente e uma árvore serve para a poesia. Terreno de 10 por 20, sujo de mato, e os detritos que nele gorjeiam, como, por exemplo, latas, servem para poesia. As coisas que levam a nada têm grande importância. Cada coisa ordinária é um elemento de estima; cada coisa sem préstimo tem seu lugar na poesia. As coisas que não pretendem, como, por exemplo, pedras que cheiram água, homens que atravessam períodos de árvore, se prestam para poesia. Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma e que você não pode vender no mercado, como, por exemplo, o coração verde dos pássaros, serve para poesia. Os loucos de água e estandarte servem demais para a poesia. O traste é ótimo, o pobre-diabo é colosso. As pessoas desimportantes dão para a poesia. Qualquer pessoa ou escada, o que é bom para o lixo é bom para a poesia. As coisas jogadas fora têm grande importância. Um homem jogado fora também é objeto de poesia. Aliás, saber qual o período médio que um homem jogado fora pode permanecer na terra sem nascerem em sua boca as raízes da escória também dá poesia! Tudo aquilo que a nossa civilização rejeita, pisa e mija em cima, serve para poesia.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Papel...

Está circulando pela internet uma campanha que diz assim: pense bem antes de imprimir?? Mais uma coisa para aumentar a minha culpa... Por que toda vez que eu vou imprimir eu penso: preciso imprimir? Estátisticas de pensamentos: 10% acho que preciso, 85% não tenho certeza, 3%realmente preciso, 2%continuo sem saber... A razão é simples: na hora precisa e depois? Depois fica como está a minha mesa uma verdadeira criação de papéis... sonho que eles vão crescer de tal forma que não terei mais espaço... O pior é que ainda tem a questão ambiental... mais papel, mais lixo, menos árvores, mais poluição, aquecimento global. Eu aperto "imprimir" e o mundo se esquenta... Será possível viver assim? Aí decidi radicalizar... não vou imprimir mais nada. Só o que é extremamente necessário e vem com a indicação: imprima isto para a sua segurança, senão vc vai explodir. Aí tenho um outro problema... a quantidade de arquivos inúteis que proliferam no meu computador com textos, anotações, indicações, pesquisas, listas... Tento amenizar as coisas, escrevo em cadernos... proliferações de cadernos... Não tenho coragem de jogar fora... tem muitas coisas ali... alguém lê caderno antigo? Tomara que sim, preciso de esperança... Todo mundo diz que no futuro vamos viver sem papel... que tudo será eletrônico, que as mínimas coisas que vc precisará ler estarão em meio eletrônico... Jornal, revista, livros, folhetos, tablóides... nada existirá... Será??? Acho que deve haver um equilibrio possível... Acho que a questão é reduzir e também reaproveitar de uma forma mais eficiente...

domingo, 22 de julho de 2007

Adorando sampa...

Eu já falei várias vezes sobre o meu amor por São Paulo... eu sou a típica paulistana... falo com sotoque "iendo" forte, ando na garoa reclamando, mas sou incapaz de abrir o guarda-chuva, afinal é só uma garoa... Reclamo do trânsito, vivo atrasada e mesmo que não tenha trânsito... em São Paulo isto explica quase tudo. Também tenho a característica mais forte de todo paulistano típico: sair da cidade. Mas não faço idéia quando e de preferência que seja perto, afinal sou viciada em monóxido de caborno... cheiro desde quando eu nasci. São Paulo é uma cidade judiada... de doer muito. Consegue ser incrivelmente maltratada, humilhada e feia. Tudo que é tipo de absurdo acontece aqui... Mas, fazer o quê??? Gostaria muito de ter todas as respostas possíveis e não me sentir tão embaraçada ao falar que gosto deste lugar... muita gente olha e pergunta "por que? aqui é uma merda"... Mas hoje, num dia de sol típico de inverno.... ou seja azulado, com um forte vermelho... fui ao centro da cidade almoçar num restaurante natural, muito bom chamado Nutrisom... Parei o carro do perto do viaduto Maria Paula, fui andando... Vendo os prédios e percebi como tudo ficou muito diferente com a tal da lei da "cidade-limpa" que milagrosamente pegou e fez a gente conhecer um pouco mais sobre arquitetura e conforto visual. Depois do almoço ainda fui tomar café no boulevard da Rua Avanhadava... como ficou bonito, ainda não tinha visto. Simpático, simples... Um dia na cidade, um pouco de contato... um pequeno sopro de esperança... Ah quase esqueci que ontem também foi dia de típico programa paulistano: feijoada... no São Cristovão, com amigos queridos e conversa boba...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

The Magic Numbers



Doçura, esta é a melhor palavra para descrever o quarteto inglês, The Magic Numbers. Representantes da Brith Pop, não mantém semelhanças com o Radiohead, Coldplay ou Keane... Muito pelo contrário, o quarteto apresenta um som velho com cara de novo. Dizem que eles são os novos "Mamas & Papas", se é que isto é possível. A influência é clara, assim como de outros representantes da geração "flower and power", Simon & Garfunkel e Cat Stevens também podem ser a fonte para esta música bonita, simples e poética. O quarteto é formado por duas duplas de irmãos: Romeo (guitarra, piano e voz) e Michele Stodart (guitarra, baixo e teclado) e Sean (bateria) e Angela Gannon (escaleta, percussão e voz). A discografia é curta, são apenas dois discos. O primeiro foi lançado em 2005 e leva o nome da banda, em 2006 eles lançaram Those the Brokes, mais elogiado que o primeiro. Eles vêm fazer show no Brasil em Agosto no Via Funchal. Vou ver se consigo assistir. Eu gostei muito do som. O nome dabanda é ligado a uma expressão da Física, referente à faixa mais alta de energia. The Magic Numbers surgiu no cenário do rock alternativo em 2002, disposta a fazer jus à sua escolha artística. Angariou admiradores do porte de Travis e The Chemical Brothers. É um rock considerado indie... Vale a pena ouvir.

LUTO


Luto pela burrice, pelo risco, pela insistência no erro, pela roubalheira, pela sociedade que não se manifesta, pela grande tristeza... Pelo absurdo dos acontecimentos.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Fim de semana pé na jaca


O meu fim de semana começou no sábado de uma maneira muito regrada... Mas a noite, sob a forte má influência da Nanda, minha irmã, resolvemos sair a noite... Isto porque eu tinha me prometido um fim de semana de supérfluos perecíveis calóricos, com muita TV e livros... Mas como eu não tenho palavras, nem comigo mesmo, cai na farra... Mas o que acendeu em mim foram os 15 anos da Orquestra Paulista de Soul... O show foi no Grazia Dio... já tinha dito que não ia mais assitir show lá porque o som é uma bosta, mas desta vez valia muito a pena... Além é claro da Cerveja Stella Artóis a preço justo. Também se eu não fosse a Fe e Clau iam me trucidar viva com requintes de crueldade... Encontramos ainda Edu e Dodô... uma balada... sem combinar e como disse a Fê, se combina não dá certo. O show... foi sensacional!! Na foto tirada do meu bonito, mas ordinário celular, momento Bowiezito e Quênia arrasando na hora de chamar o síndico Tim Maia e a música mais romântica de todos os tempos de agora e sempre: Lábios de Mel... O povo se empolgou e dançou muito... uma festa de debudante de uma das bandas que é a cara de São Paulo: boa música, bar lotado, gente dançando... Depois ainda caimos no samba... Quem mandou querer frequentar, como dizia o saudoso Eduardo Duzek... No domingo, agradecendo aos seres iluminado que inventaram a aspirina e o café, fui almoçar com Karyda e Eduardo em outro reduto paulistano que gosto muito: a Mercearia São Pedro... Boteco, mercearia, livraria, locadora... tudo ao mesmo tempo agora... Foi muito bom, fico muito feliz em encontrá-los... Depois, ainda com folêgo apesar da minha idade avançada, fui assitir o jogo-futebol-arte-nunca-menosprezem-o-futebol-da-seleção-brasileira na casa do Marquito e da Lara. Churras e uma discussão filosófica com Fernando Coelho, Iatã e Carlito sobre os mais diferentes temas... Da colonização na África até as novas regras do empedimento... é bom para exercitar a inteligência. Cheguei em casa de madrugada, pensando que segunda eu tinha um monte de coisas para fazer... Bom, acordei tarde, fiquei atrasada corri pra caramba e agora tô aqui de madrugada tentando colocar tudo em dia, inclusive o blog... Hoje eu também agradeci aos caras que inventaram a aspirina e o café. Ah se eu fosse editora-chefe do Agora a minha manchete para o jogo Brasil e Argentina seria: Gracias!!! ahahah... Fico com pena de gol contra, mas que neste caso foi divertido, foi mesmo. Aliás o domingo foi um momento iluminado para o esporte brasileiro: medalha de ouro, seleção de vôlei dando pexinho na quadra e para terminar com classe... 3 a zero!! Gracias.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Dia Mundial do Rock

Como dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, a minha primeira vez num show de rock, foi nos idos de 88, no ginásio do Ibirapuera no show do Legião Urbana. Eu já tinha ido em outros shows... mas assim em estádio, com toda aquela atmosfera... foi a primeria vez. Eu tinha 16 anos e 99 por cento dos meus amigos, eram homens. Fui no show com uma verdadeira escolta: eu e mais uns sete caras. Ficamos na arquibancada (pobre é uma desgraça mesmo). Mas foi divertidissímo... o show ficou interrompido quase meia hora, porque alguém tacou um garrafa no Renato Russo. Na hora em que ele tocou "Faroeste Caboclo" e o estádio inteiro estava cantando junto... foi realmente emocionante. Foi também uma aventura. Fomos nos show com o carro emprestado da mãe do Jé e coube todo mundo dentro... eu claro ficava na frente, porque eu era menina... Sabe aquela coisa de vc ficar abraçado na arquibancada cantando, na verdade gritando... é... então... sem comentários. O rock é assim uma cartase...
Depois outro show que não me sai da memória foi Rollings Stones no Pacaembú... o primeiro show no Brasil. Chuva, chuva... e muita música, cerveja e uma alegria sem explicação. Na minha fase nojenta assisti Paul McCartney no Carnegie Hall... mas não foi a mesma coisa. O bom mesmo é enfiar o pé na lama. Fora os shows grandões, aqueles feitos nos becos dos becos também são sensacionais... Aeroanta, Dama Shock, Madame Satã, Acre Clube, Juventus... putz... Gosto de rock, não gosto muito de rock progressivo e também não tenho paciência para o Jetro Tull... mas de resto tudo vale a pena e se eu tivesse que eleger a banda de rock de todos os tempos do meu coração, sem a menor sombra de dúvidas eu colocaria o Queen. Com eles o rock é um sentimento, uma atitude, um som bom para car(piiii)!! Se quem não gosta de samba, bom sujeito não é... quem não gosta de rock perdeu o adolescente que existe dentro de cada um.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A diferença entre andar e fazer amor

Um dos meus esportes preferidos, além de sentir culpa, é assistir filmes bobos... Adoro filmes bobos, sentimentais, com o máximo do clichê... Gosto da nova visão autraliana nos filmes de terror, dos filmes iranianos, egipcios e tudo mais... Mas filme bobo, é filme bobo... uma outra classe. Não significa necessariamente que é um filme ruim... é mais aquele tipo de filme água com áçucar, onde as comédias românticas reinam absolutas... Estes dias estava assistindo na TV o filme "Por amor" (outra característica de filmes bobos são seus títulos, piorados por traduções infelizes). É um filme que une duas coisas clássicas dos filmes bobos: esportes e relacionamentos. No caso Kevin Costner vive um jogador de beisebol. Em determinado momento ele encontra uma moça e a convida para sair, no momento em que eles teriam que decidir se vão para a cama... o casal resolve andar. Eu achei isto muito bonito. Porque é uma coisa que as vezes determina o relacionamento... Andar é uma das coisas que mais tenho feito ultimamente... Eu me obrigo a isto e percebo que nada melhor para observar a paisagem, observar as pessoas, o meio em que você está e principalmente conversar. Se vc está acompanhado vc precisa conversar enquanto anda... nem que seja para comentar uma roupa feia, pedir licença por esbarrar em alguém, desejar uma vitrine... Ao andar você descobre sobre o ritmo da pessoa, seus interesses e sua disposição.... eu achei muito romântico, principalmente quando você chega numa idade em que trepar, por trepar é a coisa mais chata que tem no mundo...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sobre meninas e lobos

Sobre meninas primeiro:
Agravando cada vez mais as minhas milhares de razões para continuar a fazer terapira ad eternum... eu agora voltei a ser morena... Deixei de ser loira... Foi sem querer, porque a cabeleireira resolveu dar uma escurecida nas minhas medeixas... Se ficou bom? Isto é um mero detalhe... claro que fica bom... que cabelo não fica bom com o tempo que eu gasto no meu... Esta não é a questão... a questão é que mais escuro, os brancos berram mais cedo assim eu preciso ir ao salão mais vezes... ai numa tentativa desesperada de melhorar isto eu clareio o cabelo e ai ele fica muito claro, aí precisa dar uma escurecida e assim vai... sempre... até o dia em que eu encher de vez o meu saco e assumir os brancos... Tô quase fazendo isto. É realmente complexo para uma pessoa que tem dois nomes e duas caras diferentes tentar se entender... Só sendo maluco mesmo. To sofrendo.

Sobre lobos...
O Cristo agora está entre as sete novas maravilhas do mundo. Se eu achei legal?? Puxa isto foi um lobby tão grande, que não sei se foi honesto... É bonito, não podemos negar... Mas... é esquisito... É como aquela história do coronel que dá dinheiro para o fulano votar nele... Os americanos ficaram putos da vida... no lugar do Cristo poderia estar a Estátua da Liberdade... Bom eles não tem um lobby tão poderoso quanto ao nosso... porque se tem uma coisa que brasileiro gosta é de dizer que apesar do país ser uma merda, ele é o melhor do mundo, com tudo de mais bonito que existe no universo. Não deixa de ser mentira...

Gente alguém pode ensinar para o Renan Calheiros aquela música: pegue o seu banquinho e saia de fininho... Ele deveria ganhar o prêmio de maior cara de pau do Congresso.... ou seja do Universo.

A seleção brasileira é realmente uma piada... quando vc pensa que ela vai afundar... ela renasce das cinzas... de um jeito sofrido, quase vergonhoso... Bom, o Brasil todo é assim...

Sobre meninas e lobos...
Afinal de contas eu devo ter uma opinão sobre a auxiliar de arbitragem Ana Paula que é a mais nova peladona da Playboy?? Eu não consigo entender... é bem esquisito... bem esquisito... tem um lado moral meu babaca gritando, tem um lado meu feminista gritando, tem um lado meu sem preconceitos que acha tudo bem... É realmente uma atitude polêmica... porque mulher pelada é mulher pelada e juiz de futebol é juiz de futebol... como misturar as duas coisas? Eu não sei... aliás eu não devo saber nada, não tenho nada a ver com isto e ema, ema, cada um com seus "pobremas"...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Flip 2007

Esta foi minha segunda vez na Flip... eu gosto muito. Mas uma das condições para vc se divertir na Flip é estar no espírito dela ou entrar no seu espírito e entender que o Festival está acontecendo na cidade. Paraty estava lotada... lotada... como eu nunca vi... acho que ninguém nunca viu a cidade tão cheia. O que é louvável porque se trata de um festival de literatura... assunto que as pessoas insistem em dizer que não interessa ao brasileiro. É a mais pura mentira. Cada um vê a Flip também do seu jeito... é impossível assitir a todas as palestras... mas desta vez eu assisti batante coisa... Meu cérebro quase derreteu. Segundo um ditado judeu você só pode dizer que realmente ama uma pessoa depois de viajar com ela, eu posso dizer que amo muito a Lara... a gente teve os mais diferentes momentos nesta viagem, dos mais felizes aos mais sofredores. Chegamos na quinta, quando Paraty estava vazia, só com as pessoas do festival.. comemos num restaruante argentino sensacional, tomamos vinho e depois disto a gente enfiou o pé na jaca, benbendo outras coisas em outros bares... tipo cachaça, cerveja, mais fuck wine... E eu não percebi os encantos de um jovem soverteiro italiano... sou uma anta. Na sexta-feira, destruídas... fomos para a Flip... assistimos três palestras seguidas: as da tarde e da noite. Mais uma vez um jantar de rainhas com direito a carpaccio de lula, risoto de funghi secci, o the fuck wine e as ilustres presenças de Iatã Canabrava e Renatinha. Uma conversa deliciosa sobre Pajeros, Zona Norte, Culpa, os cristãos, um bom vinho português e as soluções que jovens senhoras e jovens senhores dão para tudo isto. Aprendi com a Lara a arte de escolher vinho pela coluna da direita levando em consideração o terroir e a nacionalidade do mesmo... Festa descolada em Paraty para poucos e só entramos graças a influência sempre precisa de Iatã. O Dj que tocou na festa era muito legal, acho que chamava Dodo Azevedo...ele não dançava, só ria. Até o DJ estava lançando um livro... Sou apaixonada pelo escritor português Agualusa... o rei das mulheres e de longe o mais simpático de todos... Ele é um gato...ehehehe No dia seguinte a primeira e mais legal das palestras acontecia as 10 da manhã... foi um esforço heróico acordar a tempo. Conseguimos... Depois, eu e Lara andamos não sei quantas horas atrás de um café da manhã... que em Paraty só acontece depois das dez. Nelson Mota e a gravação de Arnaldo Jabor deixaram Nelson Rodrigues muito divertido. Depois a palestra com o escritor e também jornalista Robert Fisk sobre a Guerra. Até agora não sei bem o que falar sobre isto. Foi tocante e impressionante. De longe o mais divertido foi a peça O Beijo. Lida por autores... Jorge Mautner no papel do delegado e Nelson Mota no papel de Arandir, Sergio Santana no papel do jornalista sem escrúpulos Amado Ribeiro... Bom, um banho para a alma... cansa um pouco. Eu e Lara fomos as rainhas do sem-noção... conseguimos nos perder até onde não podia e andamos muito... Como sempre fiz muitos amigos, conheci muitas pessoas. Se Deus quiser, o ano que vem vou de novo. O escritor mais simpático de todos foi o moçambicano Mia Couto, quero comprar o livro dele, Terra Sonâmbula. O mais chato sem sombra de dúvidas foi o prêmio nobel J.M.Cotezee... não gostei. Amós Oz foi sensacional!! Assim como a palestra com os dois "mero roteiristas" Dennis Lehane, que escreveu o livro e não o roteiro de "Sobre meninos e Lobos" e o mexicano, com ódio no coração Guilhermo Arriaga de Amores Brutos e Babel. Tô muito feliz e orgulhosa da minha pessoa de ter ido. Sobre as questões literárias discutidas no festival vou escrever para o site da Associação dos Roteiristas, deve ser publicado em breve. Assim que for eu dou um toque aqui no blog. Existem muitas bolhas no meu pé...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Fechado para a Flip

Caros e amados leitores o blog vai ficar fechado até a próxima semana, quando volto com notícias sobre a FLIP, a Festa Literária Internacional de Parati. Beijos grandes!!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Coisas que uma menina deveria saber fazer...

Antingamente as moças de fino trato eram obrigada a fazer um curso de chaleira... Alguém já ouviu falar sobre isto?? Pois eh como eu moro em Santana, o distrito da moral e bons costumes em São Paulo... isto é uma coisa muito comum por aqui... ou pelo menos era. As meninas mais chatas da minha escola fizeram e as que não fizeram enchiam o saco das moças que passavam os sábados aprendendo a arte de serem boas moças: servir uma mesa francesa, engomar um colarinho, receitas para servir ao chefe do seu marido, como sentar, como levantar, como andar... entre outras frivolidades... Dizem que até o que fazer na noite de nupcias era ensinado no tal curso de chaleira... Fico imaginando... Normalmente quem dava o curso eram freiras... ou seja elas entendem do assunto. Mas a questão é que eu gostaria de propor um novo e moderno curso de chaleira com as necessidades que toda menina deve saber: trocar o chuveiro (ninguém consegue viver e cheirar bem sem saber fazer isto), resolver qualquer tipo de vazamento, mesmo os mais complexos, trocar lâmpadas sem se queimar e nem causar um curto circuito na rede elétrica do bairro (muito importante), instalar prateleiras, a arte de pedir comida por telefone sem repetir o menu (muito muito importante), a arte de negociar com a diarista que ela não precisa nem varrer a casa, mas pelo amor de Deus passe a roupa!! Acho que o curso poderia ter módulos de mecânica entre outras coisas... Eu odeio todos os canos do mundo!!! Mais uma vez o meu chuveiro quebrou, eu fui tentar consertara achando que isto era uma coisa que qualquer pessoa poderia fazer, quase morri, quebrei o que não estava quebrado e piorei em muito a situação do que estava quebrado.... isto só por causa de uma resistência... ou algo mais complicado que isto. Sou uma idiota. Por favor não comentem o fato de eu ser uma idiota, tô sensível.

domingo, 1 de julho de 2007

Sobre a construção de Angra...

O governo volta a carga para construir a nova Usina Nuclear em Angra dos Reis... Para não falar um monte de palavrão pedi ajuda ao meu velho amigo Renato Russo e sua velha música Angra dos Reis, que já nos lembrava da cagada que isto é para o futuro...

Deixa, se fosse sempre assim quente
Deita aqui perto de mim
Tem dias que tudo está em paz
E agora os dias são iguais
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá, a angra dos reis
Por que se explicar se não existe perigo?
Senti teu coração perfeito batendo à toa
E isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi
Mesmo se as estrelas começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
E você visse o nosso corpo em chamas
Deixa pra lá
Quando as estrelas começarem a cair
Me diz, me diz pra onde é que a gente vai fugir?