sábado, 3 de janeiro de 2015

Cara nova, problema velho

Percebi que ano passado, em 2014, escrevi apenas um post. O ano inteiro e eu me dei ao trabalho de escrever apenas uma vez. Péssimo. Isso sim é um abandono. Estou cumprindo tabela ao mudar o visual do blog, como faço todos os anos, apenas para manter a tradição e o meu canto particular na internet. É como um paulista que tem um terreno na Bahia, sonhando com o dia em que vai conseguir finalmente largar tudo e morar lá. Por enquanto é apenas um pedaço de terra cercado. O exemplo se aplica muito ao blog. Um dia sonho em alimentá-lo com muitos textos, conteúdo interessantes e que tocar o coração das pessoas. Um dia... quem sabe quando eu me aposentar da vida corrida que levo... um dia quando não passar 12 horas sentada na frente do computador escrevendo. Um dia quando tiver tempo para pesquisar temas e achar, todo santo dia, algo relevante para postar. Um dia... quem sabe... talvez. Por enquanto o que posso oferecer é apenas a manutenção da cerca. Tenho o projeto construído na minha cabeça: um blog que fale de cinema, livros, arte, cultura, comportamento... os temas pelos quais me interesso. Vou ler um livro e resenhá-lo aqui... por enquanto eu mal termino de ler os livros que começo. Assisto muitos filmes ainda... mas não consigo escrever sobre todos. Bem que gostaria... comentar as séries que acompanho... o que penso sobre cultura. A gente tem sempre tanta coisa pra compartilhar, tanta coisa na cabeça... e só coloca para fora na mesa do bar, lamentando com os amigos o tempo. Esse senhor destemido e atrevido, que não se dá o trabalho de parar um minuto para que eu posso realizar esse sonho. Então para concluir a culpa não é minha... é o do tempo. Já estou entrando em contato com os meus advogados para ver o que podemos fazer para processá-lo. Um dia quando ele for julgado... um dia... vou pedir de volta o tempo perdido e prometo usar a indenização toda aqui. Até daqui a pouco quem sabe...

Um comentário:

Paulo Lencina disse...

.comigo acontece a mesma coisa, tita: escrevo pouco. a inércia toma conta da gente. bora escrever. beijo.